Mais um conto de Machado de Assis.. Vou começar o ano contando sobre a história de Procópio que já em seus últimos dias de vida, resolve contar um episódio que se passou com ele quando tinha quarenta e dois anos e trabalhava como copista de estudos teológicos, quando recebeu a proposta de um padre do interior para trabalhar como enfermeiro do Coronel Felisberto, um senhor idoso e muito rico.
Nos primeiros sete dias de chegada tudo vai muito bem, porém a partir, do oitavo dia o coronel diz o porquê de sua fama ser tão conhecida na vila. Começam os primeiros xingamentos, depois as agressões físicas além das humilhações.
O momento mais importante da história o qual Machado utiliza para tecer sua crítica, ocorre na madrugada do dia vinte e quatro de agosto quando o velho encontra Procópio dormindo, acorda-o a gritos e depois atira uma moringa que acerta em cheio sua cabeça, começa então uma luta e Procópio acidentalmente tira a vida do coronel Felisberto.
Com o velho morto, o enfermeiro descobre-se herdeiro de Felisberto!
Depois do acontecimento o enfermeiro tenta disfarçar as cenas do crime, será que consegue?
Será que a maldade do velho justifica os atos de Procópio? Entregar todo o dinheiro para a caridade redime seu crime? Quão alto a ambição fala quando nos deparamos diante de um grande valor em dinheiro e como isso nos transforma e modifica nossos princípios?
Machado era mestre nessas alfinetadas.. Nos faz refletir sobre a maldade e a índole do ser humano, como somos propensos à corrupção e como é fácil transformar ideais diante de tais argumentos.
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Ano: 2011 / Páginas: 40
Idioma: português
Editora: MR BENS
Nota: 6